Chegou mais um clássico e, como sempre, a semana inteira foi de gente falando muita coisa e dizendo muito pouco. Então vamos direto ao que interessa: o que precisa acontecer em campo para o São Paulo sair de domingo com os três pontos.
O jogo se decide pelo lado do campo
Não tem mistério. Nos últimos jogos, o time sofreu praticamente todos os gols em jogadas que começaram pela lateral — cruzamento rasteiro na entrada da área e ninguém acompanhando o segundo homem.
O ajuste é simples de falar e difícil de fazer: o volante tem que descer para fechar esse corredor. Se o meio-campo continuar subindo os dois ao mesmo tempo, o adversário vai encontrar o mesmo espaço de sempre.
Bola parada: o detalhe que ninguém comenta
- A favor: o time tem altura na área e vem criando pouco com a bola rolando. Escanteio bem cobrado vale ouro num clássico travado.
- Contra: a marcação mista nas faltas laterais tem falhado. Ou marca por zona, ou marca por homem — o meio-termo é o que gera confusão.
Clássico não se ganha com o time mais bonito. Se ganha com o time que erra menos nos 20 minutos em que o jogo escapa do controle.
A chave do jogo
Quem controlar o ritmo nos primeiros 15 minutos e não ceder ao nervosismo da arquibancada vai ditar as regras. Se o São Paulo aguentar a pressão inicial sem tomar cartão bobo e conseguir sair jogando pelo chão, o jogo fica aberto para os contra-ataques — que é exatamente onde esse elenco é mais forte.
Se entrar no bate-e-corra, o clássico vira loteria. E loteria não é plano de jogo.
Palpite da bancada: jogo apertado, decidido por bola parada ou por um erro individual. Prepare o coração e deixe o VARzômetro ligado no pós-jogo.






